"A IGREJA E O RENASCIMENTO DA RÚSSIA": EXPOSIÇÃO NA SEDE DA UNESCO

23 de dezembro de 2009 § Deixe um comentário

Paris, 13 fev (RV) – Inaugurou-se na sede da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), em Paris, nesta segunda-feira, a exposição "A Igreja e o renascimento da Rússia".
A cultura e a espiritualidade da Rússia sempre suscitaram interesse por parte do povo francês. Os vínculos entre os dois países têm uma história antiga. No início do século XX, a França deu asilo a numerosos emigrados russos, o que contribuiu, em grande parte, para conservar a cultura russa, disse o Patriarca de Moscou e de todas as Rússias, Aleksej II, que participa da cerimônia de inauguração da exposição.
A mostra realiza-se em coincidência com importantes eventos da história da Igreja Ortodoxa russa: neste mês de fevereiro, se celebra o 75º aniversário da fundação, em Paris, da Catedral da Diocese de Korsun, que agrupa as paróquias do Patriarcado de Moscou em cinco países europeus _ França, Espanha, Itália, Portugal e Suíça.
Participam da cerimônia de inauguração, o Metropolita de Smolensk e Kaliningrado, Kirill, Presidente do Departamento de Assuntos Eclesiásticos Exteriores, do Patriarcado de Moscou; o Arcebispo de Korsun, Innokentij, e o Arcipreste Vladimir Siloviev, Chefe do Conselho editorial da Igreja Ortodoxa russa. Este conselho é o responsável pela preparação da exposição, juntamente com o Museu de História de Moscou, e a Diocese de Korsun. (MZ)

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Crise entristece Natal ortodoxo de imigrantes romenos em Portugal

20 de dezembro de 2009 § Deixe um comentário

 

 

Crise entristece  Natal ortodoxo de imigrantes  romenos

A crise, o desemprego e o regresso a casa de alguns imigrantes fazem com que este Natal não seja comemorado pela comunidade romena e moldava instalada no Alentejo com a mesma alegria de outros anos. O próprio presidente da associação desta comunidade imigrante já regressou ao país de origem. Os que ficam vão celebrar a data nas suas casas, muitos com dificuldades acrescidas pela falta de trabalho.

"Chegámos a juntar-nos para fazer uma grande festa, à nossa maneira. Mas os tempos não estão bons e este ano será cada um em sua casa, junto das suas famílias", diz Codin Onofrei, radicado há seis anos em Moura, cidade onde casou e para onde conseguiu trazer os dois irmãos que haviam ficado na Roménia.

Tal como para todos os cristãos, também para os ortodoxos o Natal não é a principal festa religiosa. "O nascimento do Menino Deus representa o início. A Páscoa, com a morte e ressurreição de Cristo, é a festa das festas", explicou ao DN o arcebispo Theodoro, responsável pela Igreja Ortodoxa de Évora e Setúbal. O arcebispo acrescenta que o 25 de Dezembro dos ortodoxos – que se regem pelo calendário juliano – corresponde ao dia 7 de Janeiro do calendário gregoriano. mas como esse dia, em Portugal, não é feriado, as famílias aproveitam o 24 de Dezembro para se reunir, deixando para depois a celebração religiosa. "É uma liturgia vespertina, onde a comunidade se reúne para celebrar o nascimento do Menino", diz D. Teodoro.

Será assim na casa de Codin Onofrei. Com a particularidade de, às tradições romenas, se juntar um pouco do Natal brasileiro: "Como casei com uma brasileira, os pratos tradicionais romenos ficam por minha conta e a minha mulher faz aqueles que são característicos do seu país", conta Onofrei, revelando que, "em muitos aspectos", como a entrega de brinquedos às crianças, a árvore de Natal ou a reunião das famílias, a celebração desta época na Roménia é "idêntica" à portuguesa. Com algumas diferenças, como a duração da festa: para os católicos ortodoxos começa com a entrega dos presentes a 6 de Dezembro, Dia de São Nicolau, e prolonga-se até 7 de Janeiro. Diferente é também a gastronomia, com o bacalhau cozido a ser destronado em por pratos como o sarmale (bolinhos de carne assada e arroz envolvidos em folhas de repolho) ou o piftie (geleia de carne).

Na margem esquerda do Guadiana, em especial nos concelhos de Moura e Serpa, há 150 romenos e moldavos, comunidade que duplica nesta altura do ano, durante a apanha da azeitona. Mas a crise e o desemprego fizeram com que alguns optassem por voltar a casa. Codin Onofrei decidiu ficar. "Tenho aqui a minha vida, trabalho com os meus irmãos nas obras e, em todo o caso, e é melhor do que no meu país." , diz este romeno, da cidade Suceava, com 100 mil habitantes e próxima da fronteira com a Ucrânia.

Fonte: Diário de Notícias de Portugal

Rússia e Vaticano estabelecem relações diplomáticas

5 de dezembro de 2009 § 1 comentário

A Rússia e o Vaticano decidiram estabelecer relações diplomáticas “completas” e elevar seus representantes aos status de embaixador e núncio apostólico, anunciaram ao fim de uma audiência no Vaticano o papa Bento XVI e o presidente russo, Dimitri Medvedev.

“No decorrer da conversa, as duas partes manifestaram sua satifação com as relações cordiais existentes, e concordou-se em estabelecer relações diplomáticas completas entre a Santa Sé e a Federação Russa”, indicou o Vaticano em uma nota.

Por sua vez, o presidente Medvedev confirmou ao pontífice “que havia assinado um decreto permitindo o estabelecimento de relações diplomáticas completas com o Vaticano”, declarou à imprensa a porta-voz do presidente russo, Natalia Timakova.

“Por isso, pediu ao ministério de Relações Exteriores que adiante as negociações com o Vaticano para elevar o nível das representações, tanto da nunciatura apostólica como da embaixada”, explicou.

Em 1990 os dois países haviam estabelecido relações em nível de representantes.

O novo passo dado às relações diplomáticas acontece num momento em que as relações entre as igrejas católica e ortodoxa da Rússia, tensas nos últimos anos, parecem melhorar, desde a entronização, em fevereiro, do patriarca Kirill, que esteve durante longo tempo na direção da diplomacia da Igreja Ortodoxa.

Durante a audiência, o presidente russo presenteou o Papa com uma caixa, adornada com a imagem da catedral da Rússia – destruída pelos bolcheviques e reconstruída após o colapso da União Soviética -, e com dois volumes da enciclopédia Ortodoxa.

Seu predecessor, Vladimir Putin, doou em 2007 os primeiros volumes da coleção.

“Não posso ler tudo isso”, comentou Bento XVI.

“Nós o ajudaremos”, respondeu Medvedev.

“Os movimentos feitos por Moscou estão estritamente ligados às relações entre o Vaticano e a Igreja ortodoxa” uma vez que “os governantes russos são muito sensíveis a esta Igreja”, revelou o vaticanista Marco Tosatti, ouvido pela AFP.

“O governo russo não quer melindrar o patriarcado de Moscou, não faz nenhum gesto que possa lhe desagradar”, acrescentou.

De fato, após anos de tensão, com o ex-patriarca russo Alexis II acusando regularmente os católicos de proselitismo na Rússia, um encontro histórico entre o Papa Bento XVI e o patriarca Kirill não está totalmente excluído.

“Desejamos preparar esse encontro”, declarou recentemente o chefe diplomático da igreja Ortodoxa russa, o bispo Ilarion.

O predecessor de Medvedev, Vladimir Putin, havia sido recebido três vezes no Vaticano: por Bento XVI, em março de 2007; e por João Paulo II, em 2000 e 2003.

O ex-presidente soviético Mikhaïl Gorbachev foi recebido em audiência no Vaticano por João Paulo II há 20 anos, no dia 1º de dezembro de 1989.

Medvedev e Bento XVI vão encontrar-se

3 de dezembro de 2009 § Deixe um comentário

 

O Papa recebe hoje, no Vaticano, o Presidente da Rússia.

O encontro acontece à margem da visita de Dmitri Medvedev a Itália, a convite do Primeiro-ministro Silvio Berlusconi.

As relações diplomáticas entre a Santa Sé e Moscovo e ainda o relacionamento entre a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa Russa deverão ser alguns dos temas abordados.

É a primeira vez que Medvedev se encontra com o Papa.

O seu antecessor no Kremlin, Vladimir Putin foi recebido duas vezes por João Paulo II e uma vez por Bento XVI.

    Fonte: Renascença

    Patriarcado de Moscou lança livro de Bento XVI

    1 de dezembro de 2009 § Deixe um comentário

    O Patriarcado de Moscou publica um livro do Papa Bento XVI. Trata-se de “Europa pátria espiritual”, um volume em edição bilíngue italiana e russa, que reúne os discursos que Joseph Ratzinger/Bento XVI dedicou à Europa no arco de uma década. A autorizada introdução ao volume foi escrita pelo Presidente do Departamento para as Relações Eclesiásticas Externas do Patriarcado de Moscou, o arcebispo Hilarion di Volokolamsk. A iniciativa editorial foi realizada pelo mesmo Departamento em cooperação com a Associação Internacional Sofia: Ideia Russa, Ideia da Europa de Roma.

    “Este livro – diz o ieromonge Filipp (Ryabyh), porta-voz do Patriarcado de Moscou – que reúne os discursos de Sua Santidade Papa Bento XVI sobre o destino da Europa é o testemunho da absoluta identidade de visões e de posições entre a Igreja Ortodoxa e a Igreja Católica em relação aos modernos processos sociais, é também a prova das enormes possibilidades de cooperação católico-ortodoxa”.

    A apresentação do livro do Papa se dará em Roma, quarta-feira, 2 de dezembro, no curso de uma Mesa Redonda cujo tema é “O papel das Igrejas para a integração cultural da Europa”, na qual intervirão, pela Igreja Católica, Milan Zust, encarregado das relações com o Patriarcado de Moscou no Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, e pela Igreja Ortodoxa Russa, Sergej Svonarev.

    © Copyright Sir

    Fonte: Papa Ratzinger Blog

    Tradução: OBLATVS

    Os ortodoxos russos põem fim ao diálogo com os luteranos alemães

    28 de novembro de 2009 § Deixe um comentário

     

    Em outubro deste ano, 2009, o Sínodo da Igreja Evangélica da Alemanha (EKD) escolheu a bispa regional da Baixa Saxônia, Margot Kässmann, para a chefia da Igreja no país. Uma mulher e, para mais, uma divorciada!

    A alta hierarquia da Igreja Ortodoxa russa, que, nos últimos cinquenta anos manteve um diálogo constante com a Igreja Luterana alemã, tomou essa nomeação como uma afronta e decidiu romper com um relacionamento que durou meio século. Após a escolha de uma mulher divorciada para chefe da Igreja, não é mais possível continuar o diálogo que se mantinha há cinquenta anos, afirmou, em 12 de novembro, o clérigo Georgi Sawerschinski, porta-voz da Igreja Ortodoxa. A Igreja, disse ele, conforme noticiou a Agência Interfax de Moscou, não permite a ordenação, nem mesmo qualquer papel de chefia de mulheres. “Esta questão é muito séria”, acrescentou.
    Em última instância, a decisão incumbia ao Patriarca Cirilo I, chefe supremo da maior Igreja Ortodoxa nacional do mundo.

    O rompimento da cooperação entre ambas as Igrejas foi manchete nas páginas de alguns jornais russos de 12 de novembro. “O Patriarca não deve manter as relações com a nova chefe dos luteranos alemães”, escreveu o jornal Wremja Nowostej.

    As festividades marcadas para fins de novembro, relativas ao jubileu dos cinquenta anos de diálogo entre a Igreja Ortodoxa russa e a Igreja Evangélica da Alemanha, serão também o fim das conversações, anunciou o chefe do serviço de informação da Igreja Ortodoxa, arcebispo Ilarion Wolokolamsk.

    Os cristãos evangélicos da Rússia apoiaram a decisão. O secretário da Igreja Evangélica Luterana da Rússia, Alexander Priluzki avaliou a eleição de Kässmann como um “sinal da crise da sociedade ocidental”.

    Margot Kässmann lamentou, já na tarde de 12 de novembro, a reação dos ortodoxos russos. Recebendo os meios de comunicação em Nürnberg, mostrou-se surpresa e declarou: “Ecumenismo é também aceitar as diversas concepções da Igreja e dos ministérios”. Ela aceita que haja Igrejas que não admitem mulheres na sua cúpula. Mas, em contraposição, também espera que se aceite ser isso possível em outras Igrejas. “O respeito recíproco é a base essencial do ecumenismo”.

    Russos comprometidos na defesa dos direitos humanos interpretam o afastamento dos ortodoxos da Igreja Evangélica como um sinal da sua crescente radicalização ideológica. A Igreja Ortodoxa russa quer isolar-se do mundo moderno do Ocidente, diz um defensor dos direitos humanos, Lew Ponomarjov. Em compensação, segundo testemunho do Patriarca de Moscou, as relações com a Igreja Católica são cada vez melhores. O arcebispo Ilarion considera ser, enfim, absolutamente possível um encontro histórico do Patriarca Cirilo com o Papa Bento XVI.

    (Extraído de SPIEGEL ONLINE,12.11.2009 por Luís Guerreiro)

    ELEIÇÃO DO SUCESSOR DE PAVLE

    27 de novembro de 2009 § Deixe um comentário

    Belgrado, 26 nov (RV) – Será eleito no próximo dia 22 de janeiro o novo chefe da Igreja ortodoxa sérvia, que sucederá o Patriarca Pavle, que faleceu no último dia 15 de novembro: de fato, naquele dia – anunciou ontem o Santo Sínodo da Igreja – os bispos se reunirão em conclave para proceder à eleição do novo líder espiritual dos cristãos ortodoxos sérvios.
    Entre os candidatos considerados favoritos, segundo a imprensa local, estão o metropolita Amfilohije, o bispo de Zvornik e Tuzla Vasilije, o bispo Zahumlje de Herzegóvina, e o bispo de Bačka, Irinej. (SP)

    Fonte: Rádio Vaticano

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