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13 de julho de 2010 § Deixe um comentário

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Os russos aprovam restitução de bens religiosos à Igreja Ortodoxa

4 de julho de 2010 § Deixe um comentário

 

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Quase a metade dos russos aprovam a restituição à Igreja Ortodoxa Russa de templos, ícones e de outros “bens religiosos”, que se encontram agora nas mãos do Estado. Uma prova disso são resultados da pesquisa social, realizada pelo Centro Nacional de Pesquisas da Opinião Pública. Estes dados foram publicados pelo jornal Vremia Novostei. Metade dos respondentes deu resposta positiva a esta questão. 60 % dos russos acham importante a questão de pertença destes bens que na época soviética tinham sido entregues ao Estado. Note-se que esta questão é considerada importante tanto por ortodoxos, como por pessoas que se consideram ateus. Os sociólogos afirmam que este resultado da pesquisa é relacionado ao crescimento da religiosidade da população da Rússia, que se verifica nos últimos anos.

Fonte: Voz da Rússia

Itália entra com recurso contra proibição de crucifixos em escolas

4 de julho de 2010 § Deixe um comentário

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Numa ação conjunta com dez países europeus, o governo italiano entrou com um recurso nesta quarta-feira no Tribunal Europeu de Direitos Humanos em Estrasburgo, na França, pedindo que a proibição da colocação de crucifixos em salas de aula do país seja suspensa. A decisão foi tomada em novembro do ano passado, e afirmava que símbolos da igreja em escolas públicas italianas "restringiam o direito dos pais de educar seus filhos de acordo com suas convicções". O caso acentuou as divisões entre os grupos de defesa dos direitos humanos e religiosos. (Foto: Grupo protesta contra proibição do crucifixo em escolas em novembro)
A aliança de países católicos e ortodoxos – Rússia, Grécia, Armênia, Bulgária, Chipre, Lituânia, Malta, Mônaco, San Marino e Romênia – no recurso reflete a preocupação de que a Corte estabeleça um rigoroso secularismo por toda a Europa. Um grupo composto por 33 membros do Parlamento Europeu também apoiou o recurso contra a proibição, que chocou o país e o Vaticano num momento em que a Itália e outros Estados europeus debatem os direitos de imigração e religião para os muçulmanos.
Tribunais italianos já declararam que a exibição de crucifixos é parte da identidade nacional italiana, e não uma tentativa de conversão. A participação de Moscou reflete o ativismo crescente da Igreja Ortodoxa Russa, que se juntou à Católica Romana para denunciar o secularismo generalizado de um continente que já foi sinônimo do termo "Cristandade".
As decisões da Corte – um braço do Conselho da Europa, foro europeu para questões relativas a direitos humanos – valem para os 47 países membros do conselho. Portanto, outras nações além da Itália serão afetadas pela medida.
O caso contra os crucifixos foi levado ao tribunal por uma mãe italiana que argumentou que, segundo a constituição da Itália, seus filhos têm direito a uma educação não religiosa.
"Dez Estados estão, de fato, explicando ao tribunal qual é o limite da sua jurisdição, e qual é o limite da sua capacidade de criar novos "direitos" contra a vontade dos seus Estados membros", disse em um comunicado Gregor Puppinck, diretor do Centro Europeu para a Justiça e o Direito, baseado em Estrasburgo.
Durante a audiência que durou três horas, o advogado italiano Nicola Lettieri afirmou que a lei só viola a Convenção Europeia dos Direitos Humanos se a exigência de um crucifixo tiver como alvo a conversão dos alunos ao cristianismo.
– Um crucifixo na sala de aula não está ali para doutrinar ninguém, mas está como uma forma de expressar um sentimento popular cerne da identidade nacional italiana – afirmou o advogado.
A decisão da Corte sairá em alguns meses. Se o governo perder o recurso no Tribunal Europeu, é possível que todos os símbolos religiosos exibidos em salas de aula na União Europeia acabem sendo proibidos. A lei italiana que determinava que crucifixos fossem pendurados em escolas data da década de 1920. Em 1984, um acordo entre o Vaticano e o governo italiano suspendeu a adoção do Catolicismo como religião do Estado. A lei do crucifixo, no entanto, nunca foi alterada. O Globo/Agências internacionais

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