Crise entristece Natal ortodoxo de imigrantes romenos em Portugal

20 de dezembro de 2009 § Deixe um comentário

 

 

Crise entristece  Natal ortodoxo de imigrantes  romenos

A crise, o desemprego e o regresso a casa de alguns imigrantes fazem com que este Natal não seja comemorado pela comunidade romena e moldava instalada no Alentejo com a mesma alegria de outros anos. O próprio presidente da associação desta comunidade imigrante já regressou ao país de origem. Os que ficam vão celebrar a data nas suas casas, muitos com dificuldades acrescidas pela falta de trabalho.

"Chegámos a juntar-nos para fazer uma grande festa, à nossa maneira. Mas os tempos não estão bons e este ano será cada um em sua casa, junto das suas famílias", diz Codin Onofrei, radicado há seis anos em Moura, cidade onde casou e para onde conseguiu trazer os dois irmãos que haviam ficado na Roménia.

Tal como para todos os cristãos, também para os ortodoxos o Natal não é a principal festa religiosa. "O nascimento do Menino Deus representa o início. A Páscoa, com a morte e ressurreição de Cristo, é a festa das festas", explicou ao DN o arcebispo Theodoro, responsável pela Igreja Ortodoxa de Évora e Setúbal. O arcebispo acrescenta que o 25 de Dezembro dos ortodoxos – que se regem pelo calendário juliano – corresponde ao dia 7 de Janeiro do calendário gregoriano. mas como esse dia, em Portugal, não é feriado, as famílias aproveitam o 24 de Dezembro para se reunir, deixando para depois a celebração religiosa. "É uma liturgia vespertina, onde a comunidade se reúne para celebrar o nascimento do Menino", diz D. Teodoro.

Será assim na casa de Codin Onofrei. Com a particularidade de, às tradições romenas, se juntar um pouco do Natal brasileiro: "Como casei com uma brasileira, os pratos tradicionais romenos ficam por minha conta e a minha mulher faz aqueles que são característicos do seu país", conta Onofrei, revelando que, "em muitos aspectos", como a entrega de brinquedos às crianças, a árvore de Natal ou a reunião das famílias, a celebração desta época na Roménia é "idêntica" à portuguesa. Com algumas diferenças, como a duração da festa: para os católicos ortodoxos começa com a entrega dos presentes a 6 de Dezembro, Dia de São Nicolau, e prolonga-se até 7 de Janeiro. Diferente é também a gastronomia, com o bacalhau cozido a ser destronado em por pratos como o sarmale (bolinhos de carne assada e arroz envolvidos em folhas de repolho) ou o piftie (geleia de carne).

Na margem esquerda do Guadiana, em especial nos concelhos de Moura e Serpa, há 150 romenos e moldavos, comunidade que duplica nesta altura do ano, durante a apanha da azeitona. Mas a crise e o desemprego fizeram com que alguns optassem por voltar a casa. Codin Onofrei decidiu ficar. "Tenho aqui a minha vida, trabalho com os meus irmãos nas obras e, em todo o caso, e é melhor do que no meu país." , diz este romeno, da cidade Suceava, com 100 mil habitantes e próxima da fronteira com a Ucrânia.

Fonte: Diário de Notícias de Portugal

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