Igreja Búlgara pede proibição da marcha do Orgulho Gay

30 de junho de 2009 § Deixe um comentário

A catedral de São Alexandre Nevsky, principal igreja do cristianismo ortodoxo búlgaro

Neva Micheva/Reprodução

A catedral de São Alexandre Nevsky, principal igreja do cristianismo ortodoxo búlgaro

 

SÓFIA – O Sínodo da Igreja Ortodoxa Búlgara condenou a realização da marcha do Orgulho Gay no país, prevista para o próximo sábado, 27. Os clérigos disseram que o desfile é "uma demonstração vergonhosa e ignominiosa desse grave pecado mortal".

Em comunicado divulgado na capital, Sófia, a principal autoridade religiosa do país disse que a marcha "provocará consequências malignas para a sociedade e, especialmente, para a juventude".

"O Santo Sínodo pede que as autoridades seculares proíbam essa reunião de Sodoma e aos cidadãos, que não participem desses assuntos diabólicos que destroem os fundamentos da moral pública", acrescenta a declaração.

Na segunda-feira, estudantes de teologia e famílias ortodoxas do país balcânico espalharam críticas á marcha em páginas da internet.

A parada, que ocorre pela segunda vez na Bulgária, conta com apoio do Partido Verde e de 11 embaixadas, incluindo EUA, Alemanha, França e reino Unido, que publicaram declarações de apoio na internet.

 

Fonte: Estadão

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Ser Para Ser, e não Para Ter

29 de junho de 2009 § 1 comentário

Matthew_4x6 Característica marcante da era da globalização é o surgimento do paradigma de que todas as coisas, ainda que aparentemente heterogêneas, possuem uma interdependência, um elo que une tudo. Assim, coisas aparentemente antagônicas como o pensamento (tecnicamente chamado de filosofia) e a arte de empreender (o agir no mercado) passam a dar as mãos e superar a máxima “o pensamento paralisa a ação”. Assim é que inúmeras pessoas que atuam no campo do pensamento (psicólogos, filósofos e religiosos) passaram a ocupar espaço na vida das empresas como consultores e motivadores. Esta guinada ou nova consciência, infelizmente é instrumentalizada e desidratada por uma velha senhora que parece insistir em não se aposentar: a Madame Ter, que entende que o fim e a razão de todas as coisas é o consumo e o acúmulo. Madame Ter, se apercebendo que seus alunos estavam se deixando seduzir por “novos” mestres, ao invés de combatê-los, resolve se aliar e dizer: “É preciso ser para ter, não se pode ter sem ser”. Os discípulos gostaram muito desta vertente. E assim, Madame Ter provou que se existe um poder horizontal capaz de transformar a realidade, este se chama mercado: pois, tudo que o mercado demanda, requer adaptação dos seus investidores: assim se sorrir para quem não se tem simpatia, se reparte quando se deseja acumular (porém visando dividendos), homens de paletó e gravata em convenção de negócios, sambam, fazem piruetas, plantam bananeira e outras coisas caquéticas, visando aquilo que o mercado pode oferecer de melhor: o ter.

Também como conseqüência da união entre o pensamento e o mercado, duas palavras que caracterizam ambos seguimentos (complexidade e interação) ganharam uma nova versão de Madame Ter: Já que a realidade é definida pelos filósofos como complexa, então o melhor é pensar de forma simples e pragmática, interagindo com as necessidades das pessoas e se apresentando como instrumento de satisfazê-las; e mais uma vez surgem os jargões “pensando em você é que desenvolvemos este produto, esta ferramenta e etc”.

Tudo que alguém que busca Ser Para Ter pode conseguir é ser uma maquiagem, uma embalagem esteticamente bonita. As maquiagens se desmancham depois da festa e as embalagens quase sempre são jogadas fora, quando não, são simplesmente engavetas, apenas para não se desfazer, mas jamais serão reutilizadas.

No Cristianismo costumamos pensar que o corpo é muito mais que uma veste e a vida mais do que o alimento, e se alguém quer descobrir a realidade do Ser não poderá fazer do ter o objetivo do Ser.

Apostolado de Dom Chrysóstomos é Destacado Pela Imprensa Equatoriana

22 de junho de 2009 § Deixe um comentário

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O trabalho missionário em Quito (Equador) do Arcebispo Ortodoxo Dom Chrysóstomos da Diocese Sul Americana da Igreja Ucraniana Autônoma da América (AUOCA), foi objeto de matéria do “Jornal El Comercio”, neste último domingo, dia 21 de junho.

Após ser sagrado Bispo em 2005, Dom Chrysóstomos deu início a um profícuo trabalho, estabelecendo missões em vários países da América do Sul, inclusive no Brasil.

A ação do Arcebispo caracteiza-se pela implantação da fé ortodoxa voltada para os latinos-americanos e para todas as etnias ortodoxas que vivem na Sul América e não apenas para os ucranianos. Na linguagem da Igreja e do Arcebispo, é um apostolado pan-ortodoxo. A Igreja Ortodoxa do Equador é formada por fiéis equatorianos, ucranianos, romenos e árabes.

Uma nova visita ao Brasil está agendada para este segundo semestre, na qual Dom Crhysóstomos visitará paroquias nas cidades de Recife e João Pessoa, proferirá palestras e se encontrará com autoridades eclesiásticas e representantes do CONIC (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs) e do CLAI (Conselho Latino-Americano de Igrejas).

2º Domingo Após Pentecostes – 2º Domingo de Mateus

21 de junho de 2009 § Deixe um comentário

Romanos 2, 10-16; Mateus 4, 18-23

“Vinde após mim. Farei de vós pescadores de homens”

S. Efrém (306-373), Comentário do Diatessaron

Vieram a ele como pescadores de peixes e tornaram-se pescadores de homens, como ele dissera: “Eis que agora envio caçadores de homens, e eles caçaram sobre todas as montanhas e todos os lugares elevados” (Jr 16,16). Se ele tivesse enviado sábios, diriam que tinham persuadido o povo e assim tinham ganho, ou que os tinham enganado e assim os agarraram. Se ele tivesse enviado ricos, diriam que eles tinham dominado do povo alimentando-o, ou que os tinham corrompido com dinheiro, e assim os tinham dominado. Se tivesse enviado homens fortes, teriam dito que eles os tinham seduzido pela força, ou ao contrário, pela violência.

Mas os apóstolos não tinham nada disso. O Senhor mostrá-lo-á a todos pelo exemplo de São Pedro. Ele era pusilânime, porque ele ficou aterrorizado à voz de um criado; era pobre, porque ele próprio não podia pagar a sua parte do imposto: “Não tenho ouro nem prata” (Ac 3,6; Mt 17, 24-27). Ele não tinha cultura pois, quando negou o Senhor, nem foi capaz de se defender pela astúcia.

Eles partiram pois, estes pescadores de peixes, e alcançaram a vitória sobre os fortes, os ricos e os sábios. Grande milagre! Fracos como eram, atraíram, sem violência, os fortes à sua doutrina; pobres, ensinaram os ricos; ignorantes, fizeram os seus discípulos sábios e prudentes. A sabedoria do mundo deu lugar a esta sabedoria que é ela própria a sabedoria das sabedorias.

 

SANTORAL (UMA TÃO GRANDE NUVEM DE TESTEMUNHAS)

8 de Junho (Calendário Juliano): Santa Mártir Kaliopi

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Santa Kaliopi viveu no século III, no tempo do Imperador Décio. De notável beleza física, distinguiu-se, no entanto, pela beleza de sua alma. Muitos homens, deslumbrados por sua beleza, tentaram, em vão, se casar com ela. Sua alma e todo o seu esforço foram dedicados ao cuidado e assistência aos mais fracos e pobres. Quando teve início a perseguição aos cristãos por Décio, prenderam também a Santa e levaram-na à presença do imperador. Este, muito impressionado por sua beleza, buscou, de diversas maneiras, introduzi-la na idolatria. A Santa, porém, inamovível em sua posição e com a fé inabalável em Cristo, rejeitou toda e qualquer proposta. Assim, o imperador ordenou que a açoitassem e, depois de submetê-la a várias formas de torturas, foi enfim decapitada.

Fonte: Ortodoxia.org
Trad.: Pe. André

Missionários Romanos Em Portugal Acolhem Igreja Ortodoxa

20 de junho de 2009 § Deixe um comentário

Os imigrantes que integram a Igreja Ortodoxa Russa vão poder contar com um local de culto muito perto de S. João da Madeira. O espaço de oração vai abrir, em Julho, no Seminário das Missões, em Cucujães

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No final do mês de Junho celebra-se o dia de S. Pedro (patrono de S. Petersburgo, Rússia) e S. Paulo e talvez nessa altura já a capela esteja pronta para receber as celebrações ortodoxas. O desejo é da comunidade imigrante de Leste, em S. João da Madeira, expressa pela responsável pelo Centro de Apoio ao Trabalhador Estrangeiro (CATE), Diana Salgado, ao labor à margem das Jornadas de Museologia que decorreram na cidade na semana passada. De acordo com a responsável, os imigrantes que frequentam o centro (em busca de apoio jurídico e aulas de português) declararam ser “muito importante a ida à igreja ao domingo de manhã”. No entanto, para frequentarem as celebrações religiosas têm que se deslocar a Aveiro, Vila Nova de Gaia ou Porto, onde estão os templos mais próximos de S. João da Madeira. Em conjunto com o secretariado das migrações, os Leigos da Boa Nova, que dinamizam o CATE, conseguiram um encontro com o Vigário Geral de Portugal e Galiza da Igreja Ortodoxa Russa, o Arquimandrita Philip Jagnisz. “No princípio deve ser o arquimandrita a fazer a celebração”, conforme disse ao labor Diana Salgado. No futuro, os imigrantes devem organizar-se e as celebrações devem ser feitas uma vez por mês, ao domingo de manhã, na capela que se situa nas Missões, em Cucujães.

O espaço, que pode acolher cerca de 100 fiéis em simultâneo, só é utilizado pelos missionários “para uma ou outra actividade”. Assim, estes “optaram por ceder o espaço à igreja ortodoxa russa”, como explicou Diana Salgado ao labor. Entre a Igreja Romana e a Igreja Ortodoxa há algumas diferenças no que toca às doutrinas e à liturgia. Apesar de serem ambas católicas existem diferenças no que toca aos santos, aos ícones e às datas das celebrações. As maiores disparidades registam-se na aceitação ou não da autoridade papal e da obrigatoriedade de celibato, bem como na concepção do Espírito Santo.

“Imigrantes e Identidades”

Durante as jornadas de museologia, que decorreram a semana passada no Museu da Chapelaria, a divisão de Acção Social e Inclusão da autarquia apresentou os resultados de um estudo feito sobre a comunidade imigrante, na cidade. Segundo os dados apurados e apresentados pela socióloga da autarquia, Elsa Teixeira, a maior parte dos imigrantes que vivem ou trabalham em S. João da Madeira são mulheres, entre os 31 e os 40 anos de idade. Maioritariamente, são oriundos do Leste da Europa, sobretudo da Ucrânia. A grande maioria dos indivíduos pertencentes aos 93 agregados familiares analisados está em Portugal há mais de cinco anos e é casada. Este grupo “apresenta níveis de escolaridade elevados quando comparados com os níveis da população portuguesa no mesmo intervalo etário”, referiu a técnica que apresentou o estudo. A maior parte dos agregados familiares é composta por jovens até aos 20 anos, estudantes, de nacionalidade portuguesa. A maioria dos imigrantes partiu da sua terra natal em busca de melhores condições de vida. A escolha de Portugal como país de acolhimento prende-se com o facto dos imigrantes já cá terem amigos ou familiares. Mais de metade imigrou acompanhada pela família (cônjuge, filhos ou ambos). Na chegada a Portugal, a maioria referiu a importância das redes sociais informais para ajudas relativas a buscar trabalho, alojamento e aprender português. As maiores dificuldades que os imigrantes sentiram na integração em Portugal prendem-se com a aprendizagem da língua. No entanto, mais de metade considera que ficou a ganhar com a imigração. A maioria dos imigrantes ucranianos pensa mesmo trazer para Portugal a família e aqui se estabelecer definitivamente.

Mais de metade dos inquiridos tem autorização de residência e considera ter um nível razoável de compreensão da língua. Nos grupos de discussão focalizada os emigrantes referiram as saídas ao sábado a noite e as idas à igreja ortodoxa ao domingo de manhã como actividades importantes.

Há um fenómeno que Elsa Teixeira denominou como “Brain Waste” (“desperdício de cérebros”) que caracteriza esta comunidade. “A maior parte destes licenciados encontra-se a desempenhar funções ao nível do operariado e de serviços pouco qualificados”, explicou. Os inquiridos não destacaram factores de discriminação ou outro constrangimento no que toca aos sectores da educação e dos serviços públicos.

A chefe da divisão, Judite Silva, apresentou o estudo “em primeira-mão”, que foi desenvolvido no âmbito do ano europeu do Diálogo Intercultural 2008. O estudo foi realizado no último trimestre de 2008 e o primeiro de 2009 com a colaboração das escolas, do instituto de emprego, Centro de Saúde, ACAIS, polícia, Segurança Social e CATE. “Imigrantes e Identidades” é o primeiro diagnóstico feito no concelho acerca da caracterização dos imigrantes. Foram validados 93 inquéritos por questionário, o que representa um conjunto de 93 agregados familiares e 177 indivíduos. De acordo com Judite Silva, “este número fica aquém do número de imigrantes existentes no concelho”. Muitos indivíduos não terão participado dada a situação irregular em que estão no país. Outro entrave revelado pela chefe da divisão prende-se com a barreira da língua. De acordo com Judite Silva, “depois de analisado preliminarmente os resultados, os parceiros e os imigrantes reuniram em grupos de discussão focalizada com o objectivo de re-analisar e validar os dados recolhidos”.

Por: Liliana Guimarães

Batismo No Congo

19 de junho de 2009 § Deixe um comentário

kongoBatismo no Congo

 

Fonte: Blog Pe. Marcos

Igreja de Roma Celebra Santos Ortodoxos Como Modelo Para as Missões Modernas

18 de junho de 2009 § Deixe um comentário

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 17 de junho de 2009 (ZENIT.org).- Bento XVI confirmou a necessidade de que a mensagem da salvação seja inculturada nos diferentes povos, para que possam expressá-la e vivê-la com sua própria linguagem.

A esta conclusão chegou nesta quarta-feira, durante sua intervenção na audiência geral, em que falou dos irmãos Cirilo e Metódio, apóstolos dos povos eslavos no século IX, inventores do alfabeto glagolítico e tradutores ao eslavo da Bíblia, dos Santos Padres e dos livros litúrgicos.

Ao continuar com a série de intervenções semanais sobre os grandes personagens da história da Igreja, o Papa constatou a contribuição oferecida pelos dois copadroeiros da Europa, ao compreender o valor do idioma na transmissão da Revelação.

Foram enviados pelo imperador de Constantinopla à Morávia, onde os povos eslavos haviam rejeitado o paganismo para converter-se ao cristianismo, mas não tinham professores que pudessem explicar-lhes a fé em seu idioma.

O Papa resumiu a grande missão destes dois santos com uma oração que um deles dirigiu a Cristo: “falar em eslavo por Ele”.

“Cirilo e Metódio estavam convencidos de que os diferentes povos não podiam considerar que haviam recebido plenamente a Revelação até que não a tivessem escutado em seu próprio idioma e a lido nos caracteres próprios do seu alfabeto”, explicou o Papa.

Por isso, esclareceu, “Cirilo e Metódio constituem um exemplo clássico do que hoje se indica com o termo ‘inculturação’: cada povo deve fazer que penetre na própria cultura a mensagem revelada e expressar a verdade salvífica com sua própria linguagem”.

“Isso supõe um trabalho de ‘tradução’ de muito empenho, pois exige encontrar termos adequados para voltar a propor – sem traí-la – a riqueza da Palavra revelada.”

“Os dois santos irmãos deixaram, neste sentido, um testemunho particularmente significativo que a Igreja continua contemplando hoje para inspirar-se e orientar-se”, concluiu o Papa.

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